Loco do Bodoque: Dia de Finados
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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dia De Finados na visão Evangélica

06:07:00 3


Na época carolíngia, que compreende os séculos 9 e 10dC, a Igreja Romana resolveu fazer um registro dos vivos e mortos a serem lembrados nas missas, como ocorre ainda hoje em toda Igreja Católica Apostólica Romana, tomando o lugar dos antigos dípticos, tabuinhas de cera onde figuravam os nomes dos doadores de oferendas. Esses registros eram chamados libri vitae (livros da vida) e incluíam os vivos e os mortos.


Não muito tempo depois de criados esses registros, os mortos foram separados dos vivos nessas listas. Já no 7º século, na Irlanda, passou-se a escrever os nomes dos mortos em rolos que eram lidos nos monastérios e igrejas. Essa tradição deu origem às necrologias, lidas nos ofícios católicos romanos, e aos obituários que lembravam os serviços e obras dos defuntos nas datas em que completavam aniversário de falecimento, os libri memorialis (livros das memórias), como eram conhecidos.


No inicio, estes registros continham de 15 a 40 mil nomes a serem lembrados. As necrologias da Abadia de Cluny, na França, faziam menção a 40 ou 50 nomes de defuntos por dia. No 11º século, exatamente entre 1024 e 1033dC, Cluny instituiu a comemoração do dia dos mortos em 2 de novembro, estabelecendo a conexão deste dia com o chamado dia de todos os santos.


O dia de todos os santos foi criado pela Igreja Católica Romana em 835dC e comemorado no dia 1º dia de novembro daquele ano, em honra aos mortos, mas foi o abade beneditino Odílio (962-1049dC), de Cluny, que modificou e substituiu o tal dia passando a chamá-lo de dia de finados, que seria um dia reservado às orações pelas almas no purgatório. Este dia de finados começou a ser aceito por Roma em 998dC, juntamente com a celebração do dia de todas as almas, e foi oficializado no início do século 11, sendo cristalizado já no século 20. É interessante notar que o dia de todos os santos, de onde tudo começou, foi copiado dos cultos pagãos dos celtas e dos gauleses.


A festa dos espíritos era celebrada pelos celtas em 1º de novembro. Nessa data os celtas ofereciam sacrifícios para liberar os espíritos que eram aprisionados por Samhain, o príncipe das trevas. O império romano também absorveu o dia de pomona, dos gauleses, transformando as duas festas em uma só.


Posteriormente, a Igreja Católica Romana tomou a data para celebração do dia de todas as almas, absorvendo a crendice dos pagãos, até que em 1439, Roma bateu o martelo decisivamente criando a doutrina do purgatório, e o dia de finados foi fortalecido, sendo confirmado definitivamente no Concílio de Trento, no século 16.


É por isso que nós os cristãos evangélicos não celebramos esta data, pois o dia de finados é uma heresia, uma aberração à doutrina bíblica, uma vez que esta celebração tem origem pagã e diverge radicalmente do ensino da Palavra de Deus. Como vimos, a igreja Romana deu inicio a esta celebração de forma sutil e só depois tornou-a uma data mais relevante, o que sofreu a crítica de um pequeno grupo de cristãos da época, centrados no ensino da Palavra de Deus, e que foram rechaçados pelos líderes de Roma.


Nós os cristãos reformados discordamos de tudo isso, pois não há base, em nenhum trecho das Sagradas Escrituras, para o purgatório. A bíblia é categórica em afirmar que não se deve orar pelos mortos, pois a palavra de Deus nos diz que, depois da morte, segue-se o juízo (Hebreus 9.27).


Enquanto isso, do outro lado está o absurdo ensinado pelos romanistas a respeito do purgatório, pois eles dizem que: “Se alguém disser que, depois de receber a graça da justificação, a culpa é perdoada ao pecador penitente e que é destruída a penalidade da punição eterna, e que nenhuma punição fica para ser paga, ou neste mundo ou no futuro, antes do livre acesso ao reino a ser aberto, seja anátema” (A Base da Doutrina Católica Contida na Profissão de Fé, Seção VI, papa Pio IV).


Nas entrelinhas, a doutrina católica coloca Deus como incoerente, quando ensina que Ele é capaz de queimar seus próprios filhos no purgatório para satisfazer novamente à sua justiça, que segundo a Bíblia já foi plenamente satisfeita pelo sacrifício de Cristo na cruz. Eles dizem ainda que o papa tem mais poderes que Jesus, já que Roma ensina que Jesus, apenas do céu intercede pelos pecadores, mas vê-se impossibilitado de livrar as almas que estão no purgatório, uma vez que só o papa possui a chave daquele cárcere.


Quanta heresia! Que Deus tenha misericórdia daqueles que crêem assim e lhes abra os olhos. Diante destas duas opiniões, nós preferimos ficar com a Bíblia que também diz que se alguém está em Cristo, nenhuma condenação haverá mais sobre ele (Romanos 8.1), e que há completo livramento do juízo vindouro para os que crêem em Jesus (João 5.24). Sendo assim, como se pode ver aqui, a doutrina católica romana do purgatório simplesmente menospreza a obra expiatória e vicária de Cristo na cruz do Calvário, contradizendo o que a Bíblia diz que o que Jesus fez é definitivo. Nós cremos que o atual estado dos salvos mortos em Cristo está claro em Lucas 23.43 e Apocalipse 14.13, ou seja, eles estão descansando no Paraíso.

E para os que morrem sem Jesus, seu destino também está claro nas Escrituras em Lucas 16.19-31 e Hebreus 9.27. Portanto, orar por quem já morreu é tolice. Não adianta nada. É antibíblico e inócuo. O dia de finados não se sustenta, porque ele é uma mera tradição religiosa, nada mais que isso. É uma invenção religiosa, bem explorada pelo comércio e pela Igreja Romana. Uma farsa, como qualquer outra. É exatamente por isso que nós, os cristãos evangélicos reformados e protestantes, não vamos aos cemitérios neste dia, nem celebramos esta data, apesar de nos lembrarmos com muito carinho daqueles que se foram, e guardá-los em nossas memórias para sempre. No amor de Cristo,


Pr. Antônio Ramos


Fonte: Melodiaconquista.com
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Dia De Finados na visão da Umbanda

05:34:00 0

Para os umbandistas, esta data tem grande importância por tratar-se do dia em que louvamos a força e o poder do Divino Orixá Pai Omulu, o Senhor da Morte e das Transições no Universo Divino.

De uma forma geral, na sua doutrina, a umbanda se apega intensamente na Vida, ou seja,em como devemos nos comportar enquanto encarnados para então, quando chegar a hora do desencarne, podermos garantir um lugar bom nas esferas espirituais.

Para a Umbanda a morte do corpo físico não é o fim da vida. Entende-se apenas como o fim de um ciclo, ou seja, da passagem encarnatória. Após o ato da morte física do ser encarnado, este será encaminhado para uma esfera espiritual condizente com seus atos e vibração emocional acumuladas durante a passagem no corpo físico.

Aqui no plano físico ,estamos numa esfera neutra ou mista,onde tudo se encontra,sem distinção.

Já no plano astral,os seres vivem em realidades dimensionais pertinentes às suas condições emocionais e vibracionais.

Logo,se o ser vibrar ódio,um lugar com seres odiosos será sua morada.Se vibrar o amor,sua morada será um lugar agradável.Nós somos aquilo que criamos ao nosso redor e a realidade que desenvolvemos é a que levamos além do pós morte.

Então,nada se acabará com o fim da vida física,quando o corpo perece este é o fim de uma etapa e o início de outra.Morremos para o mundo físico e renascemos para o mundo espiritual.Assim ,o contrário acontece quando reencarnamos:”morremos”para a vida no plano etérico e nascemos para o plano físico.

Nós umbandistas,devemos nos preocupar com o que criamos na nossa vida,pois já podemos desconfiar do resultado no desencarne.A Umbanda não crê em ressureição,como não crê em um Salvador ou Messias resgatador de seu rebanho,uma vez que ela prega a transcendência que cada ser deve alcançar.Ninguém fará nada por ninguém,cada qual com seu quinhão.No entanto,a crença no reencarne é a explicação do resgate dos débitos e aprendizado constante do ser.

No dia de finados,é fundamental que o umbandista,ao realizar o culto ao Divino Orixá Pai Omulu,vibre seus pensamentos nos antepassados,seus parentes desencarnados,solicitando ao Pai Omulu que ilumine a todos ,pois se algum antepassado estiver precisando de ajuda por estar perdido nas suas questões emocionais e ainda não ter alcançado a luz,pode ser oportuno de acontecer este resgate,e,aquele que já esteja em situações privilegiadas,então se sentirá gratificado pelas vibrações,além de ser o momento de demonstrar gratidão aos antepassados que promoveram a sua passagem presente.

O culto ao Orixá Omulu é o momento de exaltação da Divindade e o que mesmo representa, pois como entendemos que ele é a Divindade do “fim”, logo ele não está presente apenas na tão temida morte física, gerando uma imagem temerosa em relação a esse Orixá. Sua vibração se faz presente centenas de vezes durante nossa Vida, por exemplo, o fim um relacionamento amoroso é o rompimento de cordões emocionais e o fim de um ciclo de convivência entre duas pessoas. Neste momento de finalização lá está presente a vibração desse Orixá para encaminhar os envolvidos em seus caminhos individuais, também posso citar a mudança de emprego, de moradia, fim de amizade, etc...

Sempre em situações, principalmente de rompimentos ou encerramentos de ciclos,é esta a vibração divina que se faz presente na Vida dos envolvidos. Mesmo ficando a cargo de cada um a colheita necessária após o desencarne, a Umbanda tem na Cerimônia Fúnebre a preocupação de garantir que o espírito desencarnado fique a cargo da Lei Divina e não tenha problemas maiores com ataques de espíritos negativos .

Existe todo um procedimento para a Cerimônia do Funeral Umbandista, que é realizado pelo Sacerdote, um ajudante e um parente antes da cerimônia social. Maiores detalhes podem ser encontrados no livro “Doutrina e Teologia de Umbanda” da Editora Madras do autor Rubens Saraceni.

Este texto foi baseado em um seminário apresentado na Universidade do Sagrado Coração de Bauru- SP. e faz parte do Curso para Médiuns deste Templo.

OFERENDA PARA O PAI OMULU
· Toalha ou pano branco e preto sobreposto formando oito pontas ou bicos .
· Velas branca, preta e vermelha
· Fitas branca, preta e vermelha
· Linhas branca, preta e vermelha
· Pembas branca, preta e vermelha
· Flores- crisântemos branco e roxo, flores do campo, rosas branca, cipestre.
· Frutas- maracujá, ameixa preta, ingá e figo.
· Comidas- pipocas estaladas e regadas com mel, coco seco fatiado e regado com mel, batata-doce roxa cozida e regada com mel, bistecas ou fatias de carne de porco regadas com azeite de dendê.
· Bebidas- água em copos, vinho branco licoroso, licor de hortelã.
Local para oferenda- nos cemitérios
Algumas ervas da regência de Pai Omulu
· Pinhão roxo, mamona, dandá da costa, barba de velho, babosa, velâme do campo e confrei.
Obs:- para a oferenda , não é obrigatório o uso de todos os elementos;você pode escolher aqueles que desejar ou tiver condições de adquirir ,o importante é o seu sentimento,aquilo que você trás no seu íntimo é na realidade o que vai ser oferecido ao Orixá. Os elementos de uma oferenda são importantes , pois serão usados pelo Orixá em seu próprio benefício mas , o que você tem em seu íntimo é o que vai determinar o resultado final da oferenda.
Benção de Pai Omulu a todos!!!!!

Emidio de Ogum


Fonte: http://espadadeogum.blogspot.com/

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Dia De Finados na visão Espírita

05:07:00 0

No dia 1º de novembro aconteceu um seminário com o tema Dia de Finados na sede da Fraternidade Espírita Mensageiros da Luz de Ibiporã. A palestra ficou a cargo do trabalhador e vice-presidente da casa David José de Oliveira que por quase 2 horas pode comentar sobre o que é o Finados historicamente e qual a visão Espírita sobre o tema.

Dezenas de pessoas compareceram ao evento e puderam se informar e tirar suas dúvidas com relação ao popularmente conhecido "Dia dos Mortos".

David comentou que para o Espiritismo não existem mortos - uma vez que todas as pessoas são espíritos imortais - e portanto o Finados não tem o mesmo significado que para outras crenças. Ele realçou a importância deste dia em que se prestam homenagens aos mortos e isto sim é válido, porém, ele questionou onde estão os mortos uma vez que o Espírita tem conhecimento que a vida após a morte continua infinitamente assim como Jesus Cristo e tantos outros pregaram quando estiveram encarnados nesse mundo.

O seminarista realçou que o Espírita não tem medo de morrer e sim de para onde ele vai após a morte de acordo com suas vibrações e ações que realizou no planeta.

Homenagear os mortos, disse o vice-presidente, é um costume antigo já praticado pelos Gauleses e pelos Celtas, porém foi a Igreja Católica que institucionalizou o Dia de Finados e fez dele um feriado nacional.

Segundo afirmou, nesse dia os cemitérios ficam repletos de espíritos desencarnados pois seus familiares, que pouco lembram deles durante o ano, nesta ocasião vão orar e pedir por suas almas em seus túmulos, mas caso a oração seja feita em casa, em qualquer outro dia ou em qualquer outro local, a energia recebida pelos entes desencarnados será a mesma e eles também estarão lá.

Mesmo depois da morte, muitos espíritos ainda podem estar presos ao corpo e ficar algum tempo ainda no cemitério, mas o poder da oração, seja em qualquer parte e não apenas em sua sepultura, é que pode ajudá-lo a se desvencilhar da carne e perceber que a vida e o trabalho continua seguindo a lei de progresso, comentou o vice-presidente.

David alertou para que os Espíritas não julguem as demais religiões que preservam os costumes ancestrais de irem sobre os túmulos, achando que os mortos ainda estão lá, para falar ou lembrar de seus entes que já partiram, pois o Espírita deve compreender as culturas, religiões e suas manifestações pois tudo que é feito com o sentido de ajudar uma alma, acreditando em qual crença queira acreditar, é válido como reforço para o espírito que já desencarnou conseguir continuar sua jornada evolutiva.
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Origem do Dia de Finados, segundo o Catolicismo

04:54:00 0


O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.

É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.

Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava.

Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos. Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de "Todos os Santos".

O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.


Mons. Arnaldo Beltrami – vigário episcopal de comunicação
Fonte: http://www.arquidiocese-sp.org.br
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Louco do Bodoque Especial Dia de Finados

Dia de Finados aumenta venda de flores e velas

04:47:00 0

Hoje, Dia de Finados, é dedicado à celebração de entes queridos que já faleceram. Contudo, muita gente vislumbra, na data, uma oportunidade de ganhar um dinheiro extra. Prova disso é a enorme quantidade de vendedores ambulantes nas portas dos cemitérios. Neste ano, a movimentação teve início cedo, ainda na sexta-feira, 29 de outubro. O objetivo é garantir o melhor espaço na entrada dos cemitérios. Os vendedores garantem que o esforço compensa, pois o lucro é ótimo.

A campeã de vendas são as flores, naturais ou artificiais. Elas são comercializadas de diversas formas: só o botão, em arranjos, raminhos, jarros ou coroas, nos mais diversos tamanhos. Há, ainda, velas, castiçais, suporte para jarros de flores, santinhos e lanches. Para quem deixou para a última hora, poderá encontrar produtos com preços um pouco salgados, acima do praticado pelo mercado.

Foi essa a reclamação do produtor cultural Ricardo Aires, 46, que, ontem, negociava um jarro de flores na porta do Cemitério da Paz. "Pela quantidade de vendedores, acho que os preços poderiam ser menores, mas parece que eles padronizaram. Mas a gente que deixou para última hora não pode reclamar", reconheceu o produtor
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Da para ganhar dinheiro extra no dia de finados?

"Estamos aqui desde sábado. Chego cedo para garantir um bom lugar. O movimento está bom, mas hoje vai ser melhor"

Carlos Mauro da Silva
17 anos
Vendedor

"Aproveito o feriado para ganhar um dinheirinho extra. É sempre bom, né? A gente vende velas, fósforos e arranjo de flores"

Cleide Maria Barros Viana
44 anos
Vendedora
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