Loco do Bodoque: morte
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quinta-feira, 7 de maio de 2020

Florian Schneider, fundador do Kraftwerk, morre aos 73 anos

03:02:00 0
Florian Schneider, um dos fundadores do Kraftwerk, morreu aos 73 anos. A informação foi confirmada pela revista Billboard, embora a causa da morte ainda não tenha sido informada.

Schneider criou o influente grupo eletrônico nos anos 1970 ao lado de Ralf Hutter.

Com discos como "Autobahn" (1974), "Trans Europe Express" (1977) e "The Man Machine" (1978), os alemães foram pioneiros da música eletrônica, influenciando vários gêneros, como o hip-hop e o rock.

Multi-instrumentista, Schneider tocava sinterizadores, vocoder, flauta, sax, percussão, violino, guitarra, bateria e ainda fazia vocais para a banda. O músico deixou o Kraftwerk em 2008, depois de quatro décadas —seu último show com a banda foi em 2006, na Espanha.

Ele, portanto, não se apresentou ao lado dos ex-companheiros de banda nos shows que o Krafwerk fez no Rio e em São Paulo em 2009, abrindo a turnê do Radiohead no Brasil. Seu posto foi ocupado por Stefan Pfaffe.

Originalmente, o instrumento principal de Schneider era a flauta, cuja sonoridade ele alterava usando efeitos eletrônicos, ecos, modulações e até wah-wah, transformando numa espécie de baixo. Anos mais tarde, ele viria a criar sua própria flauta eletrônica. A influência de Schneider para a música é tanta que David Bowie intitulou a instrumental "V-2 Schneider", do álbum "Heroes" (1977), em homenagem ao músico.

"Estudei música seriamente até um certo nível, depois achei tudo chato; procurei outras coisas, achei que a flauta era muito limitadora ... Logo comprei um microfone e depois alto-falantes. Depois um eco, depois um sintetizador. Muito depois, joguei a flauta fora; era uma espécie de processo."

Com Schneider, o grupo lançou dez álbuns de estúdio, incluindo o aclamado "Autobahn", de 1974, que chegou a ocupar o quinto lugar nas paradas da Billboard mesmo com seu som vanguardista e inovador. Em 2014, a banda foi premiada com um Grammy pelo conjunto da obra.

Fonte: UOL
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terça-feira, 5 de maio de 2020

Ciro Pessoa, fundador dos Titãs, morre aos 62 anos, após contrair Covid-19

20:23:00 0
A notícia foi confirmada por Branco Mello e Sérgio Britto nas redes sociais

Ciro Pessoa, um dos fundadores dos Titãs nos anos 1980, morreu nesta terça, 5, aos 62 anos, vítima do coronavírus. A notícia foi confirmada por Branco Mello e Sérgio Britto, que ainda fazem parte da banda ao lado de Tony Bellotto, nas redes sociais.
"Estou profundamente triste com a partida nessa madrugada do meu irmão, músico, poeta e primeiro grande parceiro, Ciro Pessoa”, escreveu Branco no Instagram. “Foi dele a ideia de reunir os amigos compositores no começo dos anos 80 pra fazermos uma banda de rock. E assim formamos os Titãs. Siga em paz, querido Ciro.”
Em seguida, ele citou um trecho da música "Sonífera ilha", que tem Ciro entre os compositores. Ele também co-escreveu “Homem Primata” com Tony Bellotto, Carlos Barmak, Branco Mello e Marcelo Fromer.

"Hoje perdemos Ciro Pessoa, amigo querido e membro da formação original dos Titãs. Muito triste com tudo isso...", também lamentou Sérgio Britto.

Segundo o portal G1, a ex-mulher do cantor-compositor, guitarrista e poeta brasileiro, Isabela Johansen, revelou que Ciro “estava lutando contra o câncer e, nas idas e vindas ao hospital, acabou contraindo COVID-19. Foi internado, mas infelizmente não resistiu".

"O corpo será cremado e, assim que essa fase chegar ao fim, faremos um grande show em sua homenagem, pois é isso o que ele queria", concluiu.

Escute "Homem Primata" abaixo:



Fonte: UOL Rolling Stones
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sábado, 30 de setembro de 2017

Morre músico tradicionalista gaúcho Adelar Bertussi

15:06:00 0
Nascido em Caxias do Sul, na Serra, ele foi um dos pioneiros da música tradicionalista com o irmão Honeyde. Adelar estava em um hospital no Paraná, e baile em Curitiba foi cancelado.

Morreu neste sábado (30) o músico tradicionalista gaúcho Adelar Bertussi, aos 84 anos. Ele estava internado em um hospital de Campo Largo, no Paraná. O baile que estava marcado para a noite em Curitiba foi cancelado. Ele morava na capital paranaense com a família.

A página do grupo Os Bertussi publicou um comunicado, avisando que maiores informações serão divulgadas em breve. Adelar enfrentava problemas cardíacos e respiratórios.

"Informamos com muito pesar o falecimento de Adelar Bertussi, com seus 84 anos. Ele lutou pela vida, mas Deus quis ele do seu lado. Em breve daremos mais informações. Obrigado por todas as orações fãs e amigos!", diz a nota.

O corpo dele deve chegar a Caxias do Sul, na serra gaúcha, de onde é natural, na madrugada de domingo (1). O velório será realizado no salão paroquial da comunidade de São Jorge da Mulada, e o sepultamento ocorrerá no cemitério da localidade.

Adelar foi um dos pioneiros da música tradicional gaúcha ao lado do irmão Honeyde. Os dois se destacaram e passaram a formar a dupla Irmãos Bertussi. Foram 70 anos dedicados à arte, com 400 músicas gravadas.

Em 2013, Adelar Bertussi participou do Jornal do Almoço de Cruz Alta.
FONTE: G1
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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Jornalista Wianey Carlet morre em Porto Alegre

12:14:00 0
O Grupo Bandeirantes de Comunicação do Rio Grande do Sul, colegas e funcionários se solidariza neste momento triste.

Morreu o jornalista João Wianey Carlet na madrugada desta sexta-feira (29), aos 68 anos, no Hospital São Francisco em Porto Alegre. Wianey passou por uma cirurgia vascular das pernas que foi bem sucedida, mas a evolução do quadro não foi a esperada, após alta da UTI. Ocorreu a oclusão de uma artéria coronária, o que resultou num evento com choque e parada cardíaca. Segundo o Dr. Fernando Lucchese, apesar da instalação de suporte circulatório, o paciente acabou não resistindo.

Nascido em 16 de julho em Três Passos, Wianey Carlet começou a carreira na rádio e TV Difusora. Trabalhou ainda na Caldas Júnior e no Grupo RBS. Estreou no dia 4 de setembro deste ano no programa Toque de Bola da Rádio Bandeirantes com a mesma categoria de sempre para falar de futebol e assuntos do cotidiano. Logo contagiou os colegas com sua simpatia e competência nos microfones. Wianey era um craque da comunicação.

O Grupo Bandeirantes de Comunicação do Rio Grande do Sul, colegas e colaboradores se solidarizam neste momento triste com os familiares, amigos e ao público em geral com profundo sentimento pela perda do companheiro Wianey Carley.

O velório vai ser no Parque Saint Hilaire em Viamão, a partir das 13h, na capela 5.
FONTE: BAND.UOL
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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Morre homem que teria impedido início da Terceira Guerra Mundial

12:04:00 0
O mundo perdeu nesta segunda-feira, 18, um de seus maiores e mais desconhecidos heróis. Stanislav Petrov, morto aos 77 anos, conseguiu reconhecer um erro técnico gravíssimo nos sistemas de monitoramento antiaéreo soviéticos, o que impediu que um alarme falso se transformasse em uma guerra nuclear total na década de 1980.

Petrov era coronel das forças de defesa aérea soviéticas no ano de 1983. No dia 23 de setembro, ele era o oficial responsável pelo Oko (palavra russa que significa “olho”), que era uma recém-instalada rede de satélites para alertar sobre lançamentos de mísseis nucleares. A ideia era simples: alertar os militares soviéticos sobre ataques nucleares americanos assim que as armas fossem lançadas, proporcionando tempo suficiente para reagir.

Naquela data, pouco depois da meia-noite, o Oko apontou que um único míssil havia sido disparado pelos Estados Unidos, o que por si só já gerou pânico. Petrov conta que, neste momento, ele levantou de sua cadeira e começou a dar ordens aos subordinados para que se acalmassem.

As coisas ficaram realmente sérias quando soou um segundo alarme apontando mais quatro disparos, enquanto a tela de Petrov ficava vermelha, mostrando apenas um botão para iniciar a reação.

Caso o sistema estivesse correto, as bombas atingiriam o território soviético em 30 minutos, de forma que, segundo o protocolo, ele só tinha 15 minutos para alertar o líder soviético Yuri Andropov, que estava doente, que decidiria sobre lançar outros mísseis balísticos intercontinentais como retribuição. Caso isso acontecesse, a Terceira Guerra Mundial começaria e a Terra provavelmente estaria condenada à destruição.

No entanto, suspeitando do baixo número de mísseis detectados pelo sistema soviético, Petrov se segurou na poltrona e não alertou Andropov. Desta forma, não houve retribuição ao ataque fictício, e a Terceira Guerra Mundial não aconteceu. Posteriormente, foi determinado que o alarme falso foi causado por reflexos solares em nuvens que sobrevoavam os Estados Unidos.
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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Morre em Porto Alegre mágico Tio Tony, ícone dos anos 80

19:03:00 0
Paulo Roberto Brito Martins, o showman que conquistou o público gaúcho como o mágico tio Tony, morreu nesta segunda-feira no Hospital Independência, em Porto Alegre, onde passou o final de semana internado. A informação foi confirmada por Matheus Souza, que trabalha no Teatro Mágico Tio Tony, casa de festas que ele mantinha na zona norte da Capital. "No momento, o filho dele está no hospital cuidando de todos os trâmites, então ainda não temos informações sobre a causa da morte", disse, por telefone.

O mágico nasceu em Rio Grande, em data desconhecida, mudou-se para a capital nos anos 1960. Nessa época, já havia começado sua carreira como mágico, em apresentações teatrais em sua cidade natal – e também já havia adotado o nome artístico em homenagem ao ator Tony Curtis, que protagonizou o filme "Houdini, o Homem Miraculoso", de 1953. Nos anos 1980, Tony se tornou apresentador de programas para as crianças, o que ampliou sua fama pelo Estado.

Na televisão, ele apresentou "Carrossel Bandeirantes", na Bandeirantes, "Tio Tony", na Guaíba, e "Mundo Mágico do Tio Tony", na TV Urbana. Atualmente, mantinha na zona norte de Porto Alegre uma casa de recreação e disponibilizava datas pra crianças carentes. Sua ideia no local era "levar um pouco mais de cultura", porque, na sua visão, hoje em dia tudo está concentrado em shoppings.
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sábado, 16 de setembro de 2017

Morre apresentador Marcelo Rezende

21:07:00 0
O apresentador Marcelo Rezende, que vinha lutando contra um câncer no pâncreas nos últimos meses, morreu aos 65 anos na tarde deste sábado, 16. A morte ocorreu às 17h45, no Hospital Moriah, em São Paulo. Após ter iniciado sua carreira como repórter esportivo na mídia impressa, teve experiência marcante como apresentador no Linha Direta, da Globo, ao fim da década de 1990. Em seguida, acumulou passagens por RedeTV!, Bandeirantes e Record TV, última emissora em que passou, e na qual ficou conhecido por seu trabalho à frente do Cidade Alerta.

Sua namorada, Luciana Lacerda, escreveu uma mensagem durante a madrugada de quinta-feira, 14, que havia sido interpretada por alguns fãs como um indício do delicado estado de saúde de Marcelo: "Querido Deus, cuida de quem eu não posso cuidar, obrigado!". Já na sexta, 15, ela postou outra mensagem: "Que Deus segure nas minhas mãos e na sua, meu amor", com a hashtag #juntossomosmaisfortes. 

No começo do mês, o apresentador havia publicado um vídeo falando sobre sua luta contra a doença: "O que eu tenho é câncer. É como uma montanha-russa: hora eu estou lá em cima, hora eu estou lá em baixo". Marcelo completaria 66 anos em 12 de novembro e deixa cinco filhos e duas netas. 

Direitos humanos. Um dos pontos altos de sua carreira foi a reportagem sobre o caso da Favela Naval, exibido no Jornal Nacional da Rede Globo em 1997. Na ocasião, imagens mostraram dez policiais militares do 24º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano pedindo dinheiro, humilhando e torturando pessoas em uma blitz em Diadema, na Grande São Paulo. O caso repercutiu em todo o País e tornou-se um marco nos direitos humanos.
FONTE: ESTADÃO
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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Aos 74 anos morre a atriz Rogéria

23:52:00 0
Cantora, atriz, vedete, maquiadora, jurada, modelo. De todas as profissões que exerceu em 74 anos de uma vida que chegou ao fim na noite desta segunda-feira (4) no Rio de Janeiro, Rogéria preferia mesmo era ser chamada de artista.

A informação de sua morte foi confirmada à Folha por sua amiga há mais de 50 anos, Eloisa dos Leopardos. "Fiquei sem ação. Estou em estado de nervo. Uma amizade de 50 anos", disse Eloisa, que contracenou com Rogéria no documentário "Divinas Divas".

Rogéria estava internada em um hospital na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. No início de julho, Rogéria foi internada na UTI da clínica Pinheiro Machado, em Laranjeiras, com uma infecção urinária. Após sofrer uma crise convulsão, seu estado de saúde piorou e continuou internada por duas semanas, respirando com a ajuda de aparelhos.

Rogéria voltou algumas vezes ao hospital, ao qual seu empresário, Alexandro Haddad, afirmou que estava dando continuidade às sessões de fisioterapia.

CARREIRA

Nascida em Cantagalo (a 200 km do Rio de Janeiro) em 1943, Rogéria cresceu na capital do Estado (e então do Brasil), onde teve contato com as artes desde criança. Inspirada pelas vedetes de revistas, entrou no teatro. Começou a carreira na coxia, maquiando. Até que, incentivada por Fernanda Montenegro, voltou os pincéis de maquiagem para o próprio rosto. Astolfo Barroso Pinto virava Rogéria, uma dama fluente em francês e em piadas rápidas, que fizeram Grande Otelo chamá-la de "Uma arma do humor".

Rogéria usava o epíteto "A Travesti da Família Brasileira" para falar de si mesma, muitas vezes na terceira pessoa. Um título que conquistou com centenas de horas de horário nobre. Esteve em "Viva a Noite", "Tieta", "A Grande Família", "Sai de Baixo", "Malhação", e invadiu casas pelo país com seu gênero que embaralhava definições e mentes –ela se identificava como transformista, mas concedia liberdade poética: "Pode chamar de bicha mesmo".

Foi também jurada das mais tarimbadas. Frequentou sets de Chacrinha a Luciano Huck e julgou o talento de muita gente ("Eu estou aqui pra ver se a pessoa tem 'star quality', não se é bonita ou feia"). Participou de filmes como o "O Homem que Comprou o Mundo" (1968), "Gugu, o Bom de Cama" (1979), "Copacabana" (2001) e recentemente "Divinas Divas", documentário de Leandra Leal sobre uma geração de transexuais e travestis que, durante a alvorada da Ditadura Militar, transformariam o entretenimento nacional com um novo gênero de teatro, em que transexuais, transformistas e travestis se apresentavam para um público médio que nunca tinha tido contato com elas.

Com as histórias que desfiava para quem quisesse ouvir, de como a cantora Marlene tirava meias-calças das pernas para lhe dar ou de como Roberto Carlos emprestou um apartamento seu no Rio para que ela se empetecasse para um Carnaval dos anos 1960, ela poderia fazer um colar de pérolas.

Depois de morar em Paris e fazer turnês pelo mundo, Rogéria nos últimos anos montou quartel-general num apartamento no Leme. Passeava toda tarde pelo bairro carioca, sempre escondendo o cabelo (se orgulhava de há seis décadas não precisar usar peruca), para não ser reconhecida e parada a cada dois passos. Ia ao Boteco do Gato onde discutia futebol com a macharada de plantão. Fazia campanhas publicitárias e aparições como ela mesma em novelas e filmes.

Namorou até o fim. "Saí com um menino liiiindo, novinho, mas que olhava para mim na cama e dizia 'Não acredito que estou com Rogéria'. Mandei embora", contou à Folha no lançamento da sua biografia, em 2016.

Se o ativismo contemporâneo torcia o nariz para essa artista que não dominava uma terminologia que surgiu após seu sucesso, com palavras como transexual e cisgênero, ela fez as pazes com esse grupo nos últimos anos. "Os ativistas são muito importantes. Eu adoro que eles existam, e defendo até o fim. Mas não é a minha. Eu vim para divertir."

Mas a arte de Rogéria tinha um fundo de transgressão e, logo, de mudança. Um ano atrás, perguntei se ela não tinha medo de morrer. Ela respondeu: "Meu amor, eu vivi mais do que qualquer outra. Mais e melhor." Um dado que Rogéria talvez não soubesse na teoria, mas expressava na prática: a expectativa de vida de uma travesti ou pessoa trans no Brasil é estimada em 35 anos.
FONTE: FOLHA
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